segunda-feira, 8 de setembro de 2014

7 DE SETEMBRO. O QUE VOCÊ COMEMOROU DE FATO?



Feriado é apenas feriado. Para alguns é somente um momento de descansar, quando não cai no domingo. Outros nem ao menos têm conhecimento do motivo pelo qual se declara feriado em determinadas datas.

É constrangedor notar que a história passe despercebida para alguns. E a quem culpar? À educação, muitas vezes precárias? Não creio. Afinal, as maiorias dos educadores tentam se reinventar para ensinar. Aos jovens, que não se interessam? À tecnologia, que é muito mais interessante que um livro de história?  Uma política de descaso nacional com a educação?

Não é justo fazer julgamentos, mas qual será a realidade daquele que não sabe que feriado é 7 de setembro?  Talvez o que mais lhe interessa seja conseguir alguns likes no “face”. E se sabe, é momentâneo e só lhe sirva para passar na prova do colégio.

A tal independência da coroa portuguesa deve ser lembrada sim, afinal somos livres. Não vivemos sobre um regime ditatorial. Não precisamos nos armar e lutar contra tiranos no poder. Aqui, no Brasil, do samba e do futebol, se fez a Independência em 1822, com o aval de príncipe regente.

E assim se seguiu. Independência relativa. Afinal, hoje no mundo tão globalizado a interdependência é a palavra de ordem. Principalmente no campo financeiro e político. E como questionar alguém que desconhece a própria data da liberdade do seu povo. Se a maioria mal lembra o nome do político em quem votou na última eleição.

Precisa-se sim aprender história. História de forma atualizada. Revisitada. Sem romantismo. Precisa-se sim contextualizar a história. Torná-la interessante aos jovens que torcem o nariz para política. Precisa-se sim da consciência de que somos seres políticos e que viver livremente é fazer política.

Mas também é necessário que se tenha primeiramente igualdade social. Esse talvez seja o próximo grito de independência que precisa ser dado. Talvez seja sob o aval das redes sociais e com ‘Ipads’ e Smat’s nas mãos, mas que um dia seja.

Como não podia ser diferente, uma reflexão na mente da gente:

E lá se vai mais um 7 de setembro, onde comemora-se a independência do Brasil, que era colônia de Portugal e terrivelmente 20% de nossas riquezas ficavam nos cofres de nossos algozes como tributos.

E hoje somos livres, aonde mais de 35,85% de nossas rendas, em forma de carga tributária,  vão para os cofres do nosso próprio governo (independente do lixo partidário), e todos nossos leais administradores políticos banqueteiam-se em uma farra de improbidades.

Livres? Independentes?


Um amigo português a zombetear de além mar me perguntou:
“Já podeis da Pátria filhos, ver contente a mãe gentil”?

Quão triste fiquei em descobrir que ainda não...




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