É constrangedor notar que a história passe despercebida para alguns. E a quem culpar? À educação, muitas vezes precárias? Não creio. Afinal, as maiorias dos educadores tentam se reinventar para ensinar. Aos jovens, que não se interessam? À tecnologia, que é muito mais interessante que um livro de história? Uma política de descaso nacional com a educação?
Não é justo fazer julgamentos, mas qual será a realidade daquele que não sabe que feriado é 7 de setembro? Talvez o que mais lhe interessa seja conseguir alguns likes no “face”. E se sabe, é momentâneo e só lhe sirva para passar na prova do colégio.
A tal independência da coroa portuguesa deve ser lembrada sim, afinal somos livres. Não vivemos sobre um regime ditatorial. Não precisamos nos armar e lutar contra tiranos no poder. Aqui, no Brasil, do samba e do futebol, se fez a Independência em 1822, com o aval de príncipe regente.
E assim se seguiu. Independência relativa. Afinal, hoje no mundo tão globalizado a interdependência é a palavra de ordem. Principalmente no campo financeiro e político. E como questionar alguém que desconhece a própria data da liberdade do seu povo. Se a maioria mal lembra o nome do político em quem votou na última eleição.
Precisa-se sim aprender história. História de forma atualizada. Revisitada. Sem romantismo. Precisa-se sim contextualizar a história. Torná-la interessante aos jovens que torcem o nariz para política. Precisa-se sim da consciência de que somos seres políticos e que viver livremente é fazer política.
Mas também é necessário que se tenha primeiramente igualdade social. Esse talvez seja o próximo grito de independência que precisa ser dado. Talvez seja sob o aval das redes sociais e com ‘Ipads’ e Smat’s nas mãos, mas que um dia seja.
Como não podia ser diferente, uma reflexão na mente da gente:
E lá se vai mais um 7 de setembro, onde comemora-se
a independência do Brasil, que era colônia de Portugal e terrivelmente 20% de
nossas riquezas ficavam nos cofres de nossos algozes como tributos.
E hoje somos livres, aonde mais de 35,85% de nossas
rendas, em forma de carga tributária, vão para os cofres do nosso próprio governo
(independente do lixo partidário), e todos nossos leais administradores
políticos banqueteiam-se em uma farra de improbidades.
Livres? Independentes?
Um amigo português a zombetear de além mar me
perguntou:
“Já podeis da Pátria filhos, ver contente a mãe gentil”?
Quão triste fiquei em descobrir que ainda não...


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